KANT, O FILÓSOFO DO PROTESTANTISMO

Friedrich Paulsen

Resumo


O artigo de Friedrich Paulsen traduzido a seguir tem várias facetas potencialmente frutíferas para uma releitura contemporânea. De várias maneiras, ele torna presente o ambiente em que vai se plasmando certa identidade do neokantismo em sua fase intermediária, e mesmo final. Nesta fase torna-se conspícua a ênfase na filosofia prática em prol da constituição de uma cosmovisão que se pretende fundamentada, mas também a abertura para uma possível filosofia da religião baseada na autoevidência da consciência moral. O artigo exibe, pois, uma das especificidades da interpretação da obra de Kant, filósofo sempre retomado, em partes ou no todo, e quase sempre seletivamente lido ou controverso. Por óbvio, como noutros aspectos, também neste se torna perspícua a relação do neokantismo de Paulsen com tendências da filosofia clássica alemã. Por fim, 500 anos após a Reforma, a contribuição de Paulsen dá pistas sobre o sentido que teria, ainda, falar de uma relação, qualquer que seja ela, entre o protestantismo – no caso sobretudo o de Lutero! – e a filosofia moderna, da qual Kant é o mais destacado representante de língua alemã. Não é o papel de um resumo, ainda mais quando não redigido pelo autor original, condensar adequadamente seus pensamentos. O texto há de falar por si só. A título de auxílio à leitura, porém, recomenda-se a Nota Explicativa subsequente, que vai como contribuição separada de um dos tradutores do presente texto.

 

Palavras-Chave: Friedrich Paulsen; Immanuel Kant; Protestantismo; Neokantismo; Ética; Epistemologia


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